Monday, September 27, 2010

Minha sexta-feira treze

Decretei que setembro, e não agosto, é o meu mês do cachorro louco; que segundas-feiras 27 serão as minhas sextas-feiras treze...

Vai ter um dia FDP assim no inferno...

Acordo e recebo um e-mail da agência aqui na Austrália, minha passagem de volta pro Brasil (que não sei porque motivo estava agendada pra 13 ou 14 de setembro) já eras...

Se eu tivesse visto antes poderia ter remarcado pra qualquer data antes de 10 de fevereiro, como não vi... ferrou.

Se a agência (a mesma meeeeega competente que me mandou pra casa dos loucos e me fez ter de pagar AUD 80 extra pra ficar num lugar sem internet) parasse de me mandar e-mails perguntando se eu já atingi meu nível de inglês desejado ou se eu tenho interesse em fazer outro curso, e me mandasse UM único avisando que a data da minha passagem está chegando...

O pior é que eu tinha o bilhete impresso, não posso dizer que não sabia... só posso culpar a mim mesma por ter ocupado minha cabeça com as outras 357.894 coisas que estavam acontecendo aqui...

Um dia que começa assim, não tem como terminar bem, né? Chego no trabalho e meu chefe (o banana) vem falar comigo sobre o "erro" no meu pagamento.

Pede sigilo (#medo), e começa com A história que só acontece na minha vida e justifica o nome desse blog, preparem-se que lá vai:

Acontece que não caiu 2/3 do meu pagamento, como ele mesmo e a moça do financeiro haviam me dito... Segundo ele, a moça do RH em Melbourne disse a ele que nós receberíamos o valor por hora que ele nos passou, mas agora a mesma moça está dizendo que combinou com ele que nós receberíamos um valor fechado pelo dia de trabalho, e ele nos passou a informação errada.

Ou seja... tá um "he says, she says" do KCT, e enquanto eles decidem o que fazer, nem sinal do meu pagamento. E você ainda tem que ouvir o banana do seu chefe dizendo "brincando" "nem que eu tenha que te pagar eu mesmo." Eu devia ter respondido, "Yes, I just take cash, please."

É foda ver que a vida funciona sob umas regras com as quais você não concorda, mas joga porque não há outro jeito, e que as pessoas fazem o pacto social de jogar pelas mesmas regras só que não jogam... e que, como se não bastasse, ainda usam da "generosidade" e da "bondade individual" pra fazer nada mais do que a obrigação.

Acho que o Brecht tem uma frase que diz algo sobre desejar um mundo em que a bondade não seja necessária.

No meu Fantástico Mundo de Bob eu mando o banana do meu chefe enfiar a generosidade dele naquele lugar e me pagar o combinado...
        
No jogo das regras dadas, eu vou a outras duas entrevistas de emprego nessa mesma semana...


"Falam em nuvens passageiras, mandam ver qualquer besteira, e eu não tenho nada pra esconder..."

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