"A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca...
Foi um pisca e o avião pousou em Guarulhos, me deixando de novo sentir o cheiro daquela cidade, do país,
Reencontrar gente tão querida, dar abraços tantas vezes prometidos em e-mail tristes e saudosos...
Comer pão com margarina, tomar café e fazer o doce caminho pra casa que por tantas vezes me assobrara em pesadelos.
Rever tanta gente tão querida, gente tão próxima que fez parecer um sonho toda a distância, os últimos anos
Beber, amar, fumar, amar, beber, amar, amar, amar...
Foi um pisca e o avião pousou em Guarulhos, me deixando de novo sentir o cheiro daquela cidade, do país,
Reencontrar gente tão querida, dar abraços tantas vezes prometidos em e-mail tristes e saudosos...
Comer pão com margarina, tomar café e fazer o doce caminho pra casa que por tantas vezes me assobrara em pesadelos.
Rever tanta gente tão querida, gente tão próxima que fez parecer um sonho toda a distância, os últimos anos
Beber, amar, fumar, amar, beber, amar, amar, amar...
Comer pizza, tomar guaraná, pernoitar, se perder, se encontrar, gargalhar, e lutar pra extender um pisca... luta bem vã...
Descobrir que certas coisas mudam bem menos do que a gente imagina, e outras parecem mudar tanto que trazem uma triste dúvida sobre o passado;
Desejar ficar, depois querer ir...
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Alimentar o monstro da saudade com cada riso, cada toque, cada segredo, cada fofoca.
Perceber o fim do pisca e secretamente desejar que fosse sempre Natal, que o destino estivesse nas mãos de outrém...
Desejar que nenhum dos laços tivesse sido estreitado, nenhum novo feito, e depois, tal qual a criança boba que encontra uma lâmpada, sorrir por não ter nenhum dos desejos realizados...
E aí, Senhor Sabugo, apagou tudo ... foram umas boas horas de escuridão através do mundo e de repente...
Outro pisca...
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