Tuesday, July 12, 2011

Erase and Rewind...

Tem algumas coisas que são difíceis de se admitir...

Medos, dúvidas, inseguranças, erros são algumas delas. Tem combinação mais perigosa desses elementos todos do que estar apaixonad*?

Minha relação com Andy tem sido uma bagunça desde..... sempre! =) É engraçado como eu o conheci e o odiei imediatamente... se não por mais nada, ele ficava no meio do caminho enquanto eu flertava com o chileno gostosão (O nazi sympathiser). Ele falava demais, bebia demais, me enchia o saco por eu levar uma relação "de mãe" com meus flatmates, por eu estudar demais...

E, de repente, como ele ia se mudar e eu provavelmente eu nunca mais o veria, a gente ficou juntos. Acontece que ele voltou, a gente continuou a se ver, sair, conversar... e acabamos ficando muito muito mais próximos do que a gente supunha...

Não preciso reescrever aqui o que tem sido os últimos meses com Andy, a intensidade com a qual a gente tem vivido as coisas... O curioso é que, depois de ele ter me assustado muito com algumas das reações dele (ao B., à própria namorada), alguma coisa mudou em mim, sabe?

Eu, que passei as últimas semanas jurando que eu talvez nem fosse amiga do Andy se tivesse conhecido-o no Brasil, que disse pra ele "over and over again" que eu não quero um namorado, parei e dei uma boa olhada pra dentro de mim.

A gente tem saído como sempre, tem conversado bastante sobre como a gente contornou toda aquela tensão sexual que havia entre a gente (what is just partially true), mas mais do que isso. Andy tem falado muito sobre como a gente funciona bem juntos, sobre como a gente atrai gente interessante (conheçamos uma moça australiana e um australiano que morou 11 anos na Colômbia, gente boníssimas em Newtonw umas semanas atrás), sobre como ele nem precisa falar muito quando está comigo por se sentir muito confortável, sobre como a gente é esquisito de um jeito bizaaaaaro e parecido...

Noite passada conversamos muito de novo, assim que eu cheguei na casa dele o primeiro assunto foi a briga com a namorada que estava rolando no telefone... Horas depois, ele voltou a falar da briga e de como a gente se entende bem, e de como foi difícil - ao menos pra ele - deixar de lado o que tinha acontecido entre a gente e ficar só amigos...

Acho que a combinação disso e de a gente dormindo abraçado... e ele fazendo carinho nas minhas costas e me dizendo que eu era alguém muito especial e que ele não queria "mess up with me or my mind" o que me fez parar pra pensar o que será que eu estou mesmo sentindo com isso tudo... Andy me dizendo que se sentia muito, muito confortável comigo... e que isso era perigoso. Ao que eu respondi que não era não, nem perigoso, nem complicado... e que não havia nada demais em ele gostar muito de mim, e de a gente gostar muito de ficar um com o outro. E eu só disse porque foi o que eu senti mesmo, foi como se minha ficha tivesse caído 5 minutos antes e eu tivesse entendido que talvez eu goste mesmo dele, goste muito.

Na verdade, a conversa "tucked in bed" começara com ele me perguntando o que eu faria "in South America" sem ele se eu resolvesse mesmo voltar pro Brasil, eu que tremo de ouvir "O que vc faria / fará ao voltar ao Brasil?" ainda tive que encarar a parte "sem o Andy" na pergunta... Essa mesma conversa terminou com ele me dizendo que ele é uma pessoa muito muito má, e que eu não gostaria de me aproximar... Ele sempre diz isso, sobre mim, sobre ele e outras pessoas, ontem eu retruquei, disse que acho que isso funciona muito bem como escudo, como um jeito de ele manter todo mundo distante. Deve ter sido que fez a minha ficha cair... pode ter sido...

Dormimos pouco mais de uma hora, no ônibus pra casa vim pensando muito na vida... Em como eu gosto de estar com ele, e de como talvez fosse a hora de eu admitir isso pra mim mesma que eu seria sim amiga dele mesmo que a gente se conhecesse no Brasil, que ele é boa parte da razão pra eu sentir que não estou pronta pra sair desse país.

Eu adoro jogar Pinball com o Andy, ver filme de ficção cinetífica, ouvir música que eu nunca ouviria na minha vida, andar por horas na beira da praia, discutir política, sexo, religião... Adoro dormir com ele e acordar.

Não sei onde essa história vai dar, sabe? A gente é muito, muito esquisito... E a TPM me deixou sensível demais pra conseguir pensar de forma sensata, mas "you know what? Só por mais um pouquinho... Foda-se a sensatez!"



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