Monday, July 11, 2011

A full-on Weekend

Sumi daqui...

Apertei o botão de "não quero pensar em nada do que precisava", o outro de "não quero admitir que não vou conseguir ir pro Brasil" e mais uma outra meia dúzia de botões que não devia, mas que todo mundo tem o direito de apertar de quando em vez...

As coisas com a glória / crise dos 28 anos se "acalmaram", ou talvez eu devesse dizer que elas ficaram mais "Andy related", mas elas ficam pro próximo post, esse é pra falar do último fim de semana: de como eu as planejei, e de como elas acabaram acontecendo...

Durante semanas eu pensei que estaria no Brasil durante esse fim de semana, semana passada durante a festa de inauguração do novo nome da escola me bateu uma tristeeeza de me ver naquela festa. Desde que eu soube dela, sempre achei que eu estaria no Brasil no dia da festa... não estava. Passei a última semana precisando escrever um e-mail pra uma grande amiga que iria se casar e em cuja festa eu daria um dedo mindinho pra estar, mas sem querer admitir a ela ou (a mim) que eu não estaria lá...

Escrevi o e-mail, choreeeeeeei, ouvi música triste, fiquei quietinha no meu canto (E olha que isso morando numa casa com outras 8 pessoas nem sempre é a tarefa mais fácil). Decidi que ia ficar quieta e sozinha o fim de semana todo, curtindo minha tristeza...

Eis que aí Andy surge das cinzas e me chama pra sair na quinta à noite... Vamos até uma balada "underground" com uns DJ's tocando "drum 'n bass" nos fundos da Oxford Street, voltamos relativamente "cedo" pra casa, vou trabalhar na sexta... No táxi de volta pra casa eu pedi pro Andy não me deixar sozinha na sexta à noite, não queria ficar triste e quieta no meu canto... sabia que não ia ser uma boa ideia.

Embora a gente tenha combinado de ir pra casa dele, ouvir música e beber alguma coisa juntos, ele me mandou uma mensagem no fim do dia avisando que estava na cama e que teríamos que deixar a festa pra outro dia. Momento Pollyanna? Foi melhor assim... Mesmo. As vezes acho, e sei que boa parte dos meus amigos malucos concordariam comigo nisso, a gente precisa encarar as próprias tristezas ao invés de fugir delas. As vezes a gente precisa olhar pra elas de frente e pensar, outras precisa só chorar mesmo: assistir um filme triste na TV (Tipo PS: I love you) e chorar até ficar de olho inchado, com dor de cabeça e ir dormir...

Foi o que eu fiz na sexta-feira, daí no sábado acordei (ins)pirada, peguei um livro, protetor solar, música e fui andar na praia. Como Murphy não podia me abandonar, o ônibus (que foi o primeiro que passou que ia pra qualquer praia) quebrou 4 quarteirões depois. Fala sério, né??

Andei na praia... Dessa vez nem pensar, pensei... Fiz um esforço de esvaziar o cérebro mesmo, curtir a paisagem, focar na árvore, no próximo passo, no mar... Depois me sentei no alto de uma pedra e li... Admito que fiquei menos do que esperava lendo e mais andando, estava muito frio... e mesmo com o sol e os dias de céu azul, o vento e o frio aqui são foda.

Voltei pra casa, lavei banheiro, cozinhei e me deitei na sala... Estava combinando de sair com a Carolyn (a professora que dividiu a turma de EAP comigo por uns meses) no domingo e irmos até uma padaria sul-americana (chamada Sugar Loaf, btw). Quando ela me mandou um e-mail durante a semana sugerindo esse café da manhã e depois "a drive" até as praias do sul, eu hesitei... Sabia que eu ia estar "meio down" esse fim de semana, e queria curtir o meu momento deprê, mas também não queria "overdo it". Me privar de um convite tão bacana não parecia certo...

Acordei razoavelmente cedo no domingo, terminei de limpar coisas no apartamento, me arrumei, tomei café da manhã e fui me encontrar com a Carolyn. Comi empanada, alfajor e tomei café com CARA de café expresso daqueles que você toma em São Paulo, sabe? Acho que voltaria naquele lugar todos os dias só pelo café...

Depois fomos dirigindo rumo ao sul, 130 km ao sul, como eu descobri depois... Passamos por Thirroul (que é aparentemente uma vila onde DH Lawrence morou quando esteve na Austrália) por Wollongong e fomos até o BlowHole em Kiama... E com essa viagem toda, conversamos bastante... Carolyn me contando de quando ela trabalhou na Espanha, de quando esteve na América do Sul, das horas que passou no aeroporto em São Paulo em janeiro de 2010 esperando uma tempestade passar...

Resolvemos voltar por volta das 16:30, chegamos de volta à cidade umas 2 horas depois... Encontro, então, ligações e mensagens de Ferne e Andy me chamando pra passar a tarde com eles. Cheguei em casa pooooooooooodre de canseira, Andy me liga e me diz que Ferne está de partida pra América do Sul em duas semanas (Caralho!!!!), que é pra eu entrar num táxi até a casa dele e ele paga. Literalmente, fiquei 5 minutos em casa, e me mandei pra casa do Andy...

Conversamos, rimos, comemos pizza, fomos a uma Adult Shop que é acessível pela porta dos fundos da pizzaria (Surreal), e voltamos pra casa. Ferne resolveu ir embora e Andy queria me levar pra jogar Ninja Gaiden num bar em Newtown.

Não jogamos Ninja Gaiden, mas jogamos Pinball numa máquina de Twilight Zone. Foi hiláááário!!!! Eu tinha zuado meu olho com a lente de contato durante o dia, então estava de óculos e meu olho ardia horrores, eu evitei jogar, mas depois que Andy insistiu eu topei uma partida. It turned out that I Smashed him!!!! Foi muito, muito cômico.

Fomos pra casa dele, conversamos (ou devo dizer: deixei o Andy falar, porque eu estava mais quieitinha, after all), ouvimos música até umas 5:30 da manhã, dormimos de conchinha com Andy me jurando que ia acordar e fazer café pra mim no dia seguinte e tomar o ônibus pra cidade juntos... e eu rindo porque "experience'd taught me that would never gonna happen".

Acordei com meu próprio despertador 5 minutos depois da hora que ele havia colocado o dele pra tocar... Me troquei, kissed him good-bye e vim pra casa, tomar banho e encarar a segunda-feira que acabara de começar...  

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