Eram dias negros mesmo...
Really dark times that made me remember the worst of the worst of me sharing a place...
Dias nos quais aquela pessoa que costumava ser o seu grande amigo, aquela que todos os seus amigos conheciam, e sobre o qual todos (obviamente) perguntavam, tinha se tornado um estranho.
Dias nos quais eu, como anos atrás quando fui morar "sozinha" pela primeira vez, não queria, não podia dizer tudo o que estava acontecendo... e sorria em resposta à perguntas deveras sérias...
Dias nos quais eu me perguntava se eu não havia mesmo me transformado naquilo que mais me repugnava nas pessoas,
Dias nos quais eu questionava se valia mesmo à pena estar a milhas e milhas distante de gente pra quem eu não precisava me justificar, me explicar, distante de gente com quem eu estabeleci amizades "econômicas" no sentido de que um olhar, meia frase já eram / são mais do que o suficiente...
E foi numa noite de um dia desses que eu conheci um mocinho.
Mocinho brasileiro, coisa que eu sempre dissera que não ia fazer. You don't travel half the world to hang out with the Brazilians, right?
Wrong.
O mocinho veio, puxou papo. Queria ouvir... Quanta ironia, eu... que sempre atraio gente que precisa falar, encontro um brasileiro que quer ouvir, que quer saber. Que pára, escuta...
Era fim da festa já, há meia hora eu contemplava tomar um táxi pra casa, e de repente... lá estou eu saindo da festa com o brasileiro (de nome espanhol) e tentando achar um bar pra tomar "uma saideira rapidinha".
Acabamos num táxi pra "nossa neighbourhood", onde iríamos tomar a tal saideira... Bares fechados em todos os lugares às 3 da manhã acabou significando o óbvio... Minha casa.
Por questões de ordem... "biológicas", nada além de uns beijos e uns amassos rolariam naquela noite. Claro que ele não precisava saber dos motivos pra que eu estivesse toda "pudorada", caminhamos conversando de forma leve e descontraída até a porta de casa onde eu quebro a descontração:
"Você vai subir, nós vamos conversar, beber essa Coca-Cola (a coisa mais próxima de alcohol and drugs que a gente conseguira comprar àquela hora), fumar um cigarro... e só. Daí eu vou pedir pra você ir embora, e você vai. Está claro?"
Mocinho: "Só uma pergunta. Posso usar o banheiro?"
Rimos...
E foi assim que subimos, conversamos, fumamos, bebemos a Coca-Cola e nos enroscamos como dois loucos, sedentos por sexo, e chupões nos pescoços. A química e o fogo dos dois corpos estava a todo o vapor... O toque, os arranhões, o fogo...
Por vezes o mocinho pediu que eu parasse, ou ele não se responsabilizaria pelos atos dele, por vezes ele implorou por Deus que eu o mandasse embora...
Eu não o fiz.
Ele foi até a sacada, "cool down", me pediu pra não acompanhá-lo. Claro que eu o fiz. O sol nascia por entre as nuvens, sobre o mar... Tirei uma foto do céu, ele uma de mim. Voltamos pra sala, e dormimos no chão, com um cobertos e os nossos corpos a se esquentarem...
Acordamos pra que ele fosse trabalhar, ele se despediu me pedindo pra não olhar muito pra ele (sim, eu quebrei o padrão dos "chatterboxes", mas não o dos inseguros...) e com um beijo.
Já na porta, olhando pra trás, ele diz:
"Me mande a foto, pra que eu fique com seu número... E se você não mandar, não se preocupe... Vou ter entendido a mensagem"
Really dark times that made me remember the worst of the worst of me sharing a place...
Dias nos quais aquela pessoa que costumava ser o seu grande amigo, aquela que todos os seus amigos conheciam, e sobre o qual todos (obviamente) perguntavam, tinha se tornado um estranho.
Dias nos quais eu, como anos atrás quando fui morar "sozinha" pela primeira vez, não queria, não podia dizer tudo o que estava acontecendo... e sorria em resposta à perguntas deveras sérias...
Dias nos quais eu me perguntava se eu não havia mesmo me transformado naquilo que mais me repugnava nas pessoas,
Dias nos quais eu questionava se valia mesmo à pena estar a milhas e milhas distante de gente pra quem eu não precisava me justificar, me explicar, distante de gente com quem eu estabeleci amizades "econômicas" no sentido de que um olhar, meia frase já eram / são mais do que o suficiente...
E foi numa noite de um dia desses que eu conheci um mocinho.
Mocinho brasileiro, coisa que eu sempre dissera que não ia fazer. You don't travel half the world to hang out with the Brazilians, right?
Wrong.
O mocinho veio, puxou papo. Queria ouvir... Quanta ironia, eu... que sempre atraio gente que precisa falar, encontro um brasileiro que quer ouvir, que quer saber. Que pára, escuta...
Era fim da festa já, há meia hora eu contemplava tomar um táxi pra casa, e de repente... lá estou eu saindo da festa com o brasileiro (de nome espanhol) e tentando achar um bar pra tomar "uma saideira rapidinha".
Acabamos num táxi pra "nossa neighbourhood", onde iríamos tomar a tal saideira... Bares fechados em todos os lugares às 3 da manhã acabou significando o óbvio... Minha casa.
Por questões de ordem... "biológicas", nada além de uns beijos e uns amassos rolariam naquela noite. Claro que ele não precisava saber dos motivos pra que eu estivesse toda "pudorada", caminhamos conversando de forma leve e descontraída até a porta de casa onde eu quebro a descontração:
"Você vai subir, nós vamos conversar, beber essa Coca-Cola (a coisa mais próxima de alcohol and drugs que a gente conseguira comprar àquela hora), fumar um cigarro... e só. Daí eu vou pedir pra você ir embora, e você vai. Está claro?"
Mocinho: "Só uma pergunta. Posso usar o banheiro?"
Rimos...
E foi assim que subimos, conversamos, fumamos, bebemos a Coca-Cola e nos enroscamos como dois loucos, sedentos por sexo, e chupões nos pescoços. A química e o fogo dos dois corpos estava a todo o vapor... O toque, os arranhões, o fogo...
Por vezes o mocinho pediu que eu parasse, ou ele não se responsabilizaria pelos atos dele, por vezes ele implorou por Deus que eu o mandasse embora...
Eu não o fiz.
Ele foi até a sacada, "cool down", me pediu pra não acompanhá-lo. Claro que eu o fiz. O sol nascia por entre as nuvens, sobre o mar... Tirei uma foto do céu, ele uma de mim. Voltamos pra sala, e dormimos no chão, com um cobertos e os nossos corpos a se esquentarem...
Acordamos pra que ele fosse trabalhar, ele se despediu me pedindo pra não olhar muito pra ele (sim, eu quebrei o padrão dos "chatterboxes", mas não o dos inseguros...) e com um beijo.
Já na porta, olhando pra trás, ele diz:
"Me mande a foto, pra que eu fique com seu número... E se você não mandar, não se preocupe... Vou ter entendido a mensagem"
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